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terça-feira, 20 de março de 2018

CHÁ, PRA LÁ

A moça que hoje pela primeira vez 
Colocou erva-chá
Boca a dentro. 
Ficou horas pensando se ia
E quando aceitou 
Pá puc.
Até que 
Em um momento 
Único. Ficou solta.
Um riso, uma história. 
Um filme, psicopata. 
Se confundiu na prosa. 
Fez piada. Do modo. de. funcionamento.
Discordou.
A moça que de nada,
Mais 
Nada 
Ainda quer.
Mas a moça nem de chá gosta. 

Consumiu o que não podia 
Pela primeira vez a moça.
Olhou foto de brancas 
Ouviu voz de negra. 
Tá deitada com as pernas cruzadas
E a mente a espreita.  
Aberta. Encoberta.
Abriu pra escrever.


De-notas 
Sem notas 
E essa mente tão aberta
Plágio 
Fotos de brancas na tela.
Passando. 
Passando.
Passou.
Mente aberta 
Secreta. 
As vezes a moça, 
Que não é a primeira vez
Que mente, que abre. A mente.

Tá sem entender
Sem saber 
Como parar. 
A vibe tá boa.
Pensa no toque. Retoque. Me toque. Se toque.  
Será mesmo real? 
A vibe tá boa. 
Como parar? 
E agora, será que rola? 
Chá, pra lá.
Não quer se embolar.


Por Grazi Cascon

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Nós, psicológos e suas descontinuidades

Ingresso em esquemas.
O corpo em nós, que escolheres.
Todo em partes, figuras sem fundo.
Releituras de tripés.
Em cada self, um eu.
Tentativas de conhecer o outro.

Implicações baseadas em 
estudos da alma.
Almas neutralizadas e julgadas
por aqueles que desconhecem o sujeito.

Humanos, saberes, instituições.
Textos, desconstrução e excessos.
Assim, se faz o querer ser Psi.

Medicamentalização, psicologização e docilização
são repensados sobre os pilares do poder.

Ética, matriz e caos.
Estão presentes em dias de
pequenos esgotamentos.

E o nós?
O nós fica deixado de lado
para se pensar em pontos de partida.

Um aconselhamento,
Desnecessário.

Nós de implicação,
nos implicando em dias de revolução.

Falta. Pacto em nós.
Porém, excede desejo em nós.

                                                                                ´Por Grazi Cascon

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Poema de sala


Houve de tudo um pouco.
Começamos por sapatos
E chegamos ao gesto.
Buscamos a cumplicidade de
momentos refletidos em nós.

O olhar incomoda.
O riso é o que conforta.
Em alguns, afeto.
Em outros, descoberta.

Sempre existe a falta.
Incompletudes de palavras.
Abraço e esvaziamentos.
Seguidos de silêncio.
Provocou-se
De tudo, um pouco.


Por Grazi Cascon