A moça que hoje pela primeira vez
Colocou erva-chá
Boca a dentro.
Ficou horas pensando se ia
E quando aceitou
Pá puc.
Até que
Em um momento
Único. Ficou solta.
Um riso, uma história.
Um filme, psicopata.
Se confundiu na prosa.
Fez piada. Do modo. de. funcionamento.
Discordou.
A moça que de nada,
Mais
Nada
Ainda quer.
Mas a moça nem de chá gosta.
Consumiu o que não podia
Pela primeira vez a moça.
Olhou foto de brancas
Ouviu voz de negra.
Tá deitada com as pernas cruzadas
E a mente a espreita.
Aberta. Encoberta.
Abriu pra escrever.
De-notas
Sem notas
E essa mente tão aberta
Plágio
Fotos de brancas na tela.
Passando.
Passando.
Passou.
Mente aberta
Secreta.
As vezes a moça,
Que não é a primeira vez
Que mente, que abre. A mente.
Tá sem entender
Sem saber
Como parar.
A vibe tá boa.
Pensa no toque. Retoque. Me toque. Se toque.
Será mesmo real?
A vibe tá boa.
Como parar?
E agora, será que rola?
Chá, pra lá.
Não quer se embolar.
Por Grazi Cascon
terça-feira, 20 de março de 2018
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Nós, psicológos e suas descontinuidades
Ingresso em esquemas.
O corpo em nós, que escolheres.
Todo em partes, figuras sem fundo.
Releituras de tripés.
Em cada self, um eu.
Tentativas de conhecer o outro.
Implicações baseadas em
estudos da alma.
Almas neutralizadas e julgadas
por aqueles que desconhecem o sujeito.
Humanos, saberes, instituições.
Textos, desconstrução e excessos.
Assim, se faz o querer ser Psi.
Medicamentalização, psicologização e docilização
são repensados sobre os pilares do poder.
Ética, matriz e caos.
Estão presentes em dias de
pequenos esgotamentos.
E o nós?
O nós fica deixado de lado
para se pensar em pontos de partida.
Um aconselhamento,
Desnecessário.
Nós de implicação,
nos implicando em dias de revolução.
Falta. Pacto em nós.
Porém, excede desejo em nós.
´Por Grazi Cascon
O corpo em nós, que escolheres.
Todo em partes, figuras sem fundo.
Releituras de tripés.
Em cada self, um eu.
Tentativas de conhecer o outro.
Implicações baseadas em
estudos da alma.
Almas neutralizadas e julgadas
por aqueles que desconhecem o sujeito.
Humanos, saberes, instituições.
Textos, desconstrução e excessos.
Assim, se faz o querer ser Psi.
Medicamentalização, psicologização e docilização
são repensados sobre os pilares do poder.
Ética, matriz e caos.
Estão presentes em dias de
pequenos esgotamentos.
E o nós?
O nós fica deixado de lado
para se pensar em pontos de partida.
Um aconselhamento,
Desnecessário.
Nós de implicação,
nos implicando em dias de revolução.
Falta. Pacto em nós.
Porém, excede desejo em nós.
´Por Grazi Cascon
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Poema de sala
Houve de tudo um
pouco.
Começamos por sapatos
E chegamos ao gesto.
Buscamos a cumplicidade
de
momentos refletidos
em nós.
O olhar incomoda.
O riso é o que
conforta.
Em alguns, afeto.
Em outros,
descoberta.
Sempre existe a falta.
Incompletudes de
palavras.
Abraço e
esvaziamentos.
Seguidos de silêncio.
Provocou-se
De tudo, um pouco.
Por Grazi Cascon
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