Ninguém é feliz sozinho.
É sim. Talvez, não por muito tempo
Mas é sim
Mulher não toca.
Sujeira.
Onanismo clitoriano.
Como pode ser tão puro.
Contrai.
Relaxa. Contrai.
Contrai. Contrai. Não pensa, relaxa.
.
Deita nua
Abre-se pra si.
Muita coisa na cabeça
Pega saliva
Passas nos dedos
Encosta no seio.
Aperta.
Esfrega.
Concentra.
Como pode seu corpo ser tão seu.
E não ser seu
Obedece.
Concentra.
Alonga o gozo.
Estorvo.
Eu que demorei
Agora quero
Um vez
Duas vezes
Não preciso de mais ninguém.
O incômodo no pé da barriga.
Pós ciclo.
Pré ciclo.
O prazer interno
Externa. Extrema.
Acalma a vida com si.
Vem com calma.
Vai com descontração.
Tensiona
Tensão.
Pressiona
Rápido
Rápido
Pra cima, pra baixo.
Pelos pêlos.
Cantos dos lábios.
Meus lábios.
Não são teus lábios.
Escorregou para o buraco
Volta.
Mais rápido.
Ai ai ai aí
Respiração.
Tensão
Tensiona
Relaxa
Energia orgástica.
Respiração.
Incômodo no pé.
Barriga.
Como posso agora ser tão minha?
Tinha medo, vergonha.
Agora me sinto sem-vergonha
De mim
Sem mim
Não conheço a mim
Me toco
Retoco
Retoque
Me toque
Tem rock?
Sem toque, explode
Pus gozo pra fora
Pus. É gozo pra dentro.
Brincar com as mãos
Emoção
Palavras. Curtas. Encurta.
O cheiro é teu
O corpo é teu
Fala pra ela. Falar pra si.
Não precisa se despir assim
A cama é tua
A casa é tua
O movimento é teu
Não tem mas ninguém.
Isso é melhor que erva-chá
Só precisa provar.
Se toca
Retoca
Não encosta
As costas
Se toca
Encosta
As costas
No teu desejo
E te põe primeiro.
Queria mais mãos pra fazer
Função.
Me toca
No seio.
Nos dois. Nós dois, nos tres.
Direto.
Primeiro.
Ainda bem que
Me toquei
Que o toque
Encosta
As costas na cama, se toca.
O cheiro some na madrugada
Encosta, no travesseiro.
A água, fortalece
O cheiro de meus lábios
Em minhas mãos.
Encosta
Se toca
Recosta
As costas
Nas próximas
Encostas
terça-feira, 3 de abril de 2018
terça-feira, 20 de março de 2018
CHÁ, PRA LÁ
A moça que hoje pela primeira vez
Colocou erva-chá
Boca a dentro.
Ficou horas pensando se ia
E quando aceitou
Pá puc.
Até que
Em um momento
Único. Ficou solta.
Um riso, uma história.
Um filme, psicopata.
Se confundiu na prosa.
Fez piada. Do modo. de. funcionamento.
Discordou.
A moça que de nada,
Mais
Nada
Ainda quer.
Mas a moça nem de chá gosta.
Consumiu o que não podia
Pela primeira vez a moça.
Olhou foto de brancas
Ouviu voz de negra.
Tá deitada com as pernas cruzadas
E a mente a espreita.
Aberta. Encoberta.
Abriu pra escrever.
De-notas
Sem notas
E essa mente tão aberta
Plágio
Fotos de brancas na tela.
Passando.
Passando.
Passou.
Mente aberta
Secreta.
As vezes a moça,
Que não é a primeira vez
Que mente, que abre. A mente.
Tá sem entender
Sem saber
Como parar.
A vibe tá boa.
Pensa no toque. Retoque. Me toque. Se toque.
Será mesmo real?
A vibe tá boa.
Como parar?
E agora, será que rola?
Chá, pra lá.
Não quer se embolar.
Por Grazi Cascon
Colocou erva-chá
Boca a dentro.
Ficou horas pensando se ia
E quando aceitou
Pá puc.
Até que
Em um momento
Único. Ficou solta.
Um riso, uma história.
Um filme, psicopata.
Se confundiu na prosa.
Fez piada. Do modo. de. funcionamento.
Discordou.
A moça que de nada,
Mais
Nada
Ainda quer.
Mas a moça nem de chá gosta.
Consumiu o que não podia
Pela primeira vez a moça.
Olhou foto de brancas
Ouviu voz de negra.
Tá deitada com as pernas cruzadas
E a mente a espreita.
Aberta. Encoberta.
Abriu pra escrever.
De-notas
Sem notas
E essa mente tão aberta
Plágio
Fotos de brancas na tela.
Passando.
Passando.
Passou.
Mente aberta
Secreta.
As vezes a moça,
Que não é a primeira vez
Que mente, que abre. A mente.
Tá sem entender
Sem saber
Como parar.
A vibe tá boa.
Pensa no toque. Retoque. Me toque. Se toque.
Será mesmo real?
A vibe tá boa.
Como parar?
E agora, será que rola?
Chá, pra lá.
Não quer se embolar.
Por Grazi Cascon
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Nós, psicológos e suas descontinuidades
Ingresso em esquemas.
O corpo em nós, que escolheres.
Todo em partes, figuras sem fundo.
Releituras de tripés.
Em cada self, um eu.
Tentativas de conhecer o outro.
Implicações baseadas em
estudos da alma.
Almas neutralizadas e julgadas
por aqueles que desconhecem o sujeito.
Humanos, saberes, instituições.
Textos, desconstrução e excessos.
Assim, se faz o querer ser Psi.
Medicamentalização, psicologização e docilização
são repensados sobre os pilares do poder.
Ética, matriz e caos.
Estão presentes em dias de
pequenos esgotamentos.
E o nós?
O nós fica deixado de lado
para se pensar em pontos de partida.
Um aconselhamento,
Desnecessário.
Nós de implicação,
nos implicando em dias de revolução.
Falta. Pacto em nós.
Porém, excede desejo em nós.
´Por Grazi Cascon
O corpo em nós, que escolheres.
Todo em partes, figuras sem fundo.
Releituras de tripés.
Em cada self, um eu.
Tentativas de conhecer o outro.
Implicações baseadas em
estudos da alma.
Almas neutralizadas e julgadas
por aqueles que desconhecem o sujeito.
Humanos, saberes, instituições.
Textos, desconstrução e excessos.
Assim, se faz o querer ser Psi.
Medicamentalização, psicologização e docilização
são repensados sobre os pilares do poder.
Ética, matriz e caos.
Estão presentes em dias de
pequenos esgotamentos.
E o nós?
O nós fica deixado de lado
para se pensar em pontos de partida.
Um aconselhamento,
Desnecessário.
Nós de implicação,
nos implicando em dias de revolução.
Falta. Pacto em nós.
Porém, excede desejo em nós.
´Por Grazi Cascon
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